O dedo em gatilho é um problema ortopédico comum nas pessoas que realizam atividades repetitivas, com movimento continuado dos dedos, como por exemplo tricotar, manufaturar produtos.
O termo gatilho refere-se a posição do dedo que fica travado em flexão, após um estalido doloroso na base deste dedo. A causa é um espessamento do tendão flexor (que dobra o dedo) pela atividade de repetição, devido ao atrito do tendão com uma polia (espécie de alça, chamada Polia A1) existente na palma da mão próximo a base do dedo. Quando o nódulo criado no tendão passa para um lado ou outro da polia, ocorre um estalo, na maior parte das vezes doloroso, travando o dedo, ficando "engatilhado". Alguns minutos ou horas depois, o dedo destrava.
O tratamento conservador pouco funciona, usando-se gelo sobre a polia, anti-inflamatório para dor, além de diminuir a atividade repetitiva.
A cura total é obtida através de uma pequena cirurgia realizada com anestesia local, em que é feita uma incisão de 1 a 2 cm, transversa, na prega flexora sobre a polia seccionando-a, com isso impedindo o travamento do tendão. Essa polia não fará falta pois existem outras polias que impedem que o tendão fique saliente na palma da mão. Essa polia A1 causa o dedo em gatilho por ser mais estreita e mais longa que as demais.
Geralmente em 1 a 2 dias a pessoa já usa o dedo normalmente, mas a liberação para todas as atividades dá-se em 2 a 3 semanas, após a retirada dos pontos.
quinta-feira, 29 de abril de 2010
quinta-feira, 4 de março de 2010
Joanete
O joanete, saliência na parte interna do hálux (dedão do pé) trata-se na realidade de uma deformidade chamada "hálux valgus" ou "hálux valgo", em que há uma combinação de alterações no pé levando a deformidade e dor ao caminhar.
O joanete é o apelido daquela saliência referida acima , e não é uma formação óssea anormal como muitos pensam, e sim um desvio, para dentro, do osso 1° metatarso, ficando com sua cabeça saliente na parte interna do pé.
O hálux valgo compreende um conjunto de alterações anatômicas, além do desvio interno do 1° metatarso. São elas:
-desvio da ponta do hálux (dedão) em direção do 2° dedo, ou dedo vizinho, às vezes indo para baixo ou para cime dele;
-dedos do pé em garra, pela descompensação produzida no apoio;
-calosidades sob o antepé
-pé plano adquirido (pé achatado para dentro).
A causa para o surgimento do hálux valgo ainda não está bem clara, mas sabe-se que há forte influência genética e do tipo de calçado usado (principalmente salto alto e bico estreito). Aparece mais em mulheres, em qualquer idade, e o sintoma predominante é a dor ao caminhar, muitas vezes pelo atrito do joanete no calçado, produzindo uma bursite no 1° metatarso (há uma pequena bolsa na saliência do 1° metatarso que inflama quando irritada pelo calçado).
O diagnóstico é feito pelo exame do pé auxiliado por radiografias do pé em que o ortopedista afere os ângulos entre os ossos do antepé para indicar o melhor tratamento, que pode ser conservador ou cirúrgico.
O tratamento conservador é indicado nos casos leves, com pouca deformidade, orientando a pessoa a evitar calçado de salto alto e ponta estreita, calçados com costuras que entrem em contato com o joanete, proteções de silicone para o joanete, até separadores de dedos de silicone, encontrados em lojas de produtos ortopédicos. Porém o tratamento conservador não resolve o problema base, apenas minimiza a dor. Nos casos de resultado resistente a este tratamento, indica-se a cirurgia.
O tratamento cirúrgico do hálux valgo é cercado de dúvidas pela população em geral, devido a inúmeros casos (antigos) em que a deformidade voltava após a cirurgia. Ocorre que, na história do hálux valgo existem descritas mais de 100 técnicas diferentes, cada ortopedista usava a que simpatizava mais, com resultados variáveis. Hoje sabemos que existem 5 a 10 técnicas que são estatisticamente eficazes, com indicação específica, variando com os ângulos encontrados no Rx, na presença de artrose (desgaste) na articulação do 1° dedo, com a idade da pessoa, com o grau de deformidade. Os resultados hoje são muito bons, raras recidivas e bom alívio da dor e da deformidade na maioria absoluta das operações.
Mas saliento: Não opere por motivo estético somente. Caso não tenha dor, seu pé está adaptado a deformidade, e uma correção meramente estética poderá resultar em um pé doloroso na marcha.
O joanete é o apelido daquela saliência referida acima , e não é uma formação óssea anormal como muitos pensam, e sim um desvio, para dentro, do osso 1° metatarso, ficando com sua cabeça saliente na parte interna do pé.
O hálux valgo compreende um conjunto de alterações anatômicas, além do desvio interno do 1° metatarso. São elas:
-desvio da ponta do hálux (dedão) em direção do 2° dedo, ou dedo vizinho, às vezes indo para baixo ou para cime dele;
-dedos do pé em garra, pela descompensação produzida no apoio;
-calosidades sob o antepé
-pé plano adquirido (pé achatado para dentro).
A causa para o surgimento do hálux valgo ainda não está bem clara, mas sabe-se que há forte influência genética e do tipo de calçado usado (principalmente salto alto e bico estreito). Aparece mais em mulheres, em qualquer idade, e o sintoma predominante é a dor ao caminhar, muitas vezes pelo atrito do joanete no calçado, produzindo uma bursite no 1° metatarso (há uma pequena bolsa na saliência do 1° metatarso que inflama quando irritada pelo calçado).
O diagnóstico é feito pelo exame do pé auxiliado por radiografias do pé em que o ortopedista afere os ângulos entre os ossos do antepé para indicar o melhor tratamento, que pode ser conservador ou cirúrgico.
O tratamento conservador é indicado nos casos leves, com pouca deformidade, orientando a pessoa a evitar calçado de salto alto e ponta estreita, calçados com costuras que entrem em contato com o joanete, proteções de silicone para o joanete, até separadores de dedos de silicone, encontrados em lojas de produtos ortopédicos. Porém o tratamento conservador não resolve o problema base, apenas minimiza a dor. Nos casos de resultado resistente a este tratamento, indica-se a cirurgia.
O tratamento cirúrgico do hálux valgo é cercado de dúvidas pela população em geral, devido a inúmeros casos (antigos) em que a deformidade voltava após a cirurgia. Ocorre que, na história do hálux valgo existem descritas mais de 100 técnicas diferentes, cada ortopedista usava a que simpatizava mais, com resultados variáveis. Hoje sabemos que existem 5 a 10 técnicas que são estatisticamente eficazes, com indicação específica, variando com os ângulos encontrados no Rx, na presença de artrose (desgaste) na articulação do 1° dedo, com a idade da pessoa, com o grau de deformidade. Os resultados hoje são muito bons, raras recidivas e bom alívio da dor e da deformidade na maioria absoluta das operações.
Mas saliento: Não opere por motivo estético somente. Caso não tenha dor, seu pé está adaptado a deformidade, e uma correção meramente estética poderá resultar em um pé doloroso na marcha.
quarta-feira, 3 de março de 2010
Dor no calcanhar
A dor no calcanhar, mais especificamente sob o calcanhar, é uma fonte de queixa muito frequente no consultório do ortopedista. Aqui na região sul, onde o veraneio dura de dezembro a fevereiro e as pessoas realizam caminhadas à beira do mar descalças, o mês de março reserva ao ortopedista inúmeras consultas relatando este tipo de dor.
Na maior parte das vezes a causa está na inflamação de um tecido existente na planta do pé, originado sob o osso calcâneo (osso do calcanhar) indo até a base dos dedos (dos ossos metatarsos), chamado de "fáscia plantar", cuja inflamação chama-se de "fascite plantar", popularmente conhecida por "esporão do calcâneo", uma vez que em muitas pessoas com fascite plantar aparece na radiografia a imagem de um esporão sob o calcanhar.
Chamar este problema ortopédico de esporão de calcâneo é um erro, pois sabemos que o esporão sob o osso calcâneo aparece também em radiografias de pessoas assintomáticas, portanto o esporão não é a causa da dor, e sim a inflamação da fáscia plantar.
A fascite plantar ocorre mais em pessoas que ficam longos períodos em pé ou que caminham muito, em pessoas que usam calçados baixos e/ou desconfortáveis, também em pessoas com sobrepeso. A dor é caracteristicamente maior nos primeiros passos da manhã, sob o calcanhar, diminuindo um pouco ao longo do dia, vindo a aumentar de intensidade quando a pessoa fica em pé ou caminha muito, como descrito há pouco.
Seu diagnóstico é clínico, embora o Rx seja um exame rotineiro nesses casos para descartarmos outros tipos de doenças que possam causar dor no calcanhar (doenças bem mais raras).
O tratamento que costumo indicar é o uso de medicação anti-inflamatória por curto período ou na exacerbação da dor, imersão do calcanhar em água quente à noite, uso de calçado mais confortável e mais elevado no calcanhar, além do uso dentro do calçado de uma palmilha de silicone própria para este tipo de afecção, encontrada em lojas de produtos ortopédicos. Com isso, em 90 por cento dos casos há alívio dos sintomas. A fisioterapia e a infiltração de medicação na fáscia plantar são outros recursos de tratamento. A cirurgia raramente é indicada e cá entre nós, não tenho visto bons resultados na minha experiência de consultório.
Na maior parte das vezes a causa está na inflamação de um tecido existente na planta do pé, originado sob o osso calcâneo (osso do calcanhar) indo até a base dos dedos (dos ossos metatarsos), chamado de "fáscia plantar", cuja inflamação chama-se de "fascite plantar", popularmente conhecida por "esporão do calcâneo", uma vez que em muitas pessoas com fascite plantar aparece na radiografia a imagem de um esporão sob o calcanhar.
Chamar este problema ortopédico de esporão de calcâneo é um erro, pois sabemos que o esporão sob o osso calcâneo aparece também em radiografias de pessoas assintomáticas, portanto o esporão não é a causa da dor, e sim a inflamação da fáscia plantar.
A fascite plantar ocorre mais em pessoas que ficam longos períodos em pé ou que caminham muito, em pessoas que usam calçados baixos e/ou desconfortáveis, também em pessoas com sobrepeso. A dor é caracteristicamente maior nos primeiros passos da manhã, sob o calcanhar, diminuindo um pouco ao longo do dia, vindo a aumentar de intensidade quando a pessoa fica em pé ou caminha muito, como descrito há pouco.
Seu diagnóstico é clínico, embora o Rx seja um exame rotineiro nesses casos para descartarmos outros tipos de doenças que possam causar dor no calcanhar (doenças bem mais raras).
O tratamento que costumo indicar é o uso de medicação anti-inflamatória por curto período ou na exacerbação da dor, imersão do calcanhar em água quente à noite, uso de calçado mais confortável e mais elevado no calcanhar, além do uso dentro do calçado de uma palmilha de silicone própria para este tipo de afecção, encontrada em lojas de produtos ortopédicos. Com isso, em 90 por cento dos casos há alívio dos sintomas. A fisioterapia e a infiltração de medicação na fáscia plantar são outros recursos de tratamento. A cirurgia raramente é indicada e cá entre nós, não tenho visto bons resultados na minha experiência de consultório.
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
Epicondilite
A epicondilite, também chamada de "epicondilite lateral", "cotovelo de tenista", é uma lesão no cotovelo, na origem dos tendões extensores do punho ao nível da extremidade distal (mais baixa) do úmero (osso do braço), chamada de epicôndilo. Antigamente acreditava-se que era um processo inflamatório, por isso termina com "ite"; no entanto sabe-se hoje que a lesão é uma microruptura na origem dos tendões extensores do punho, geralmente causada por esforço intenso ou por atividades repetitivas usando a mão e o punho, como por exemplo digitação, escrever muito tempo a mão, usar chaves e parafusos, serrotes, torcer roupa, etc.
O apelido "cotovelo de tenista" existe porque ocorre muito em praticantes de tênis amador, não havendo preparo e treinamento adequado dos tendões para a prática deste esporte, ao contrário do profissional.
O sintoma predominante é a dor na face lateral do cotovelo irradiando para o antebraço, podendo associar-se à perda de força na mão. É comum a pessoa vir à consulta após longo tempo de dor, mas já deixando cair objetos devido a dor ao segurá-los. A dor piora com o punho cerrado e o braço esticado, aliviando ao dobrar-se o cotovelo em 90 graus.
O diagnóstico é clínico, isto é, pela história e exame do paciente, mas pode-se recorrer ao ultrassom e à ressonância magnética em casos mais complicados.
O tratamento consta, na minha prática, de 4 estágios:
1- medicação analgésica e anti-inflamatória (só analgésico é preferido), diminuição das atividades de repetição, esforço;
2- fisioterapia analgésica, seguida de alongamentos e fortalecimento;
3- imobilização (em pessoas que não melhoram nas fases 1 e 2, sendo que evito pois sempre causa um pouco de atrofia muscular);
4- infiltração na origem dos tendões, feita com uma injeção de medicamento; uso em poucos casos, pois o alívio é rápido, e a pessoa por não estar mais com dor, volta a praticar excessos com o braço antes do tempo necessário à resolução do processo, podendo até agravar o caso.
Existe o tratamento cirúrgico da epicondilite, que é raro, pois a maioria das pessoas melhora com o tratamento conservador, relatado nas fases 1 a 4. Faz-se a ressecção da parte alterada da origem dos tendões no cotovelo, suturando as partes sadias, com um bom índice de bons resultados. Mas lembre-se:
"A epicondilite é causada por um excesso de atividade nos tendões; portanto dê o tempo necessário à recuperação natural destes tendões, seguindo a orientação do seu ortopedista".
O apelido "cotovelo de tenista" existe porque ocorre muito em praticantes de tênis amador, não havendo preparo e treinamento adequado dos tendões para a prática deste esporte, ao contrário do profissional.
O sintoma predominante é a dor na face lateral do cotovelo irradiando para o antebraço, podendo associar-se à perda de força na mão. É comum a pessoa vir à consulta após longo tempo de dor, mas já deixando cair objetos devido a dor ao segurá-los. A dor piora com o punho cerrado e o braço esticado, aliviando ao dobrar-se o cotovelo em 90 graus.
O diagnóstico é clínico, isto é, pela história e exame do paciente, mas pode-se recorrer ao ultrassom e à ressonância magnética em casos mais complicados.
O tratamento consta, na minha prática, de 4 estágios:
1- medicação analgésica e anti-inflamatória (só analgésico é preferido), diminuição das atividades de repetição, esforço;
2- fisioterapia analgésica, seguida de alongamentos e fortalecimento;
3- imobilização (em pessoas que não melhoram nas fases 1 e 2, sendo que evito pois sempre causa um pouco de atrofia muscular);
4- infiltração na origem dos tendões, feita com uma injeção de medicamento; uso em poucos casos, pois o alívio é rápido, e a pessoa por não estar mais com dor, volta a praticar excessos com o braço antes do tempo necessário à resolução do processo, podendo até agravar o caso.
Existe o tratamento cirúrgico da epicondilite, que é raro, pois a maioria das pessoas melhora com o tratamento conservador, relatado nas fases 1 a 4. Faz-se a ressecção da parte alterada da origem dos tendões no cotovelo, suturando as partes sadias, com um bom índice de bons resultados. Mas lembre-se:
"A epicondilite é causada por um excesso de atividade nos tendões; portanto dê o tempo necessário à recuperação natural destes tendões, seguindo a orientação do seu ortopedista".
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
Dores no Pescoço
As dores no pescoço, também chamadas de dores cervicais ou cervicalgias, são muito comuns no atendimento do ortopedista, e até do médico generalista. São mais vistas nos adultos jovens, muito relacionadas ao tipo de atividade e à má postura.
A cervicalgia geralmente atinge a parte de trás do pescoço, a metade posterior da cabeça, até mesmo irradiaando para um ou os dois braços, sendo chamada de "cervicobraquialgia". Pode ser acompanhada de tontura, zumbido, formigamento na mão ou em todo o braço. É bastante frequente atender-se uma pessoa fazendo tratamento para "labirintite" quando a tontura é causada a realidade pela coluna cervical.
As causas da cervicalgia são, mais frequentemente, a má postura (atividades com os braços elevados, com a cabeça muito abaixada, dormir de bruços), o sedentarismo e atividades nocivas à coluna (carregar peso sobre a cabeça, como sacos); podem levar a uma simples contratura da musculatura cervical (endurecimento muscular doloroso) e até a hérnias de disco cervicais, causas da irradiação das dores para os braços acompanhadas de choques, formigamento, perda de força.
A investigação vai desde Rx (verificando a existência de alterações ósseas como artrose) até a Ressonância Magnética (para estudar os discos cervicais).
O tratamento visa alívio da dor (analgésicos e anti-inflamatórios) sendo que o uso de anti-inflamatório não deve ser longo; relaxamento muscular (com medicamento, alongamento e fisioterapia); e orientação postural.
Não esqueça que para convivermos com uma coluna saudável, não podemos submetê-la a tarefas em posições extremas (em má posição), e devemos manter a musculatura bem tonificada para resistirmos às atividades cotidianas.
A cervicalgia geralmente atinge a parte de trás do pescoço, a metade posterior da cabeça, até mesmo irradiaando para um ou os dois braços, sendo chamada de "cervicobraquialgia". Pode ser acompanhada de tontura, zumbido, formigamento na mão ou em todo o braço. É bastante frequente atender-se uma pessoa fazendo tratamento para "labirintite" quando a tontura é causada a realidade pela coluna cervical.
As causas da cervicalgia são, mais frequentemente, a má postura (atividades com os braços elevados, com a cabeça muito abaixada, dormir de bruços), o sedentarismo e atividades nocivas à coluna (carregar peso sobre a cabeça, como sacos); podem levar a uma simples contratura da musculatura cervical (endurecimento muscular doloroso) e até a hérnias de disco cervicais, causas da irradiação das dores para os braços acompanhadas de choques, formigamento, perda de força.
A investigação vai desde Rx (verificando a existência de alterações ósseas como artrose) até a Ressonância Magnética (para estudar os discos cervicais).
O tratamento visa alívio da dor (analgésicos e anti-inflamatórios) sendo que o uso de anti-inflamatório não deve ser longo; relaxamento muscular (com medicamento, alongamento e fisioterapia); e orientação postural.
Não esqueça que para convivermos com uma coluna saudável, não podemos submetê-la a tarefas em posições extremas (em má posição), e devemos manter a musculatura bem tonificada para resistirmos às atividades cotidianas.
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Fraturas por Estresse
Fraturas por estresse são lesões relativamente comuns no consultório do ortopedista, embora bastante desconhecidas da população em geral. O estresse a que me refiro não é o estresse "emocional", e sim à fadiga da estrutura óssea levando-a a fratura, por isso chamada de FRATURA POR ESTRESSE.
A fadiga da estrutura óssea ocorre por uma sobrecarga causada por alguns fatores, sendo os mais vistos:
-início, mudança ou aumento de uma atividade física há pouco tempo;
-esta atividade é exagerada, ou repetida com muita frequencia;
É mais encontrada em atletas, sendo a tíbia (osso maior da perna) o osso mais acometido, seguido dos metatarsos (ossos do pé),e fíbula (osso menor da perna), além de outros menos frequentes. A taxa de fraturas por estresse gira em torno de 10% das fraturas em atletas.
Os esportes mais ligados às fraturas por estresse são corrida e vôlei, mas as atividades como caminhadas longas e frequentes também são causadoras destas lesões, tanto que a fratura por estresse é também conhecida como FRATURA DO MARCHADOR, uma vez que foi primeiro detectada em militares com dores persistentes nos pés já em 1855.
A falta de condicionamento físico, a má nutrição, deficiencias hormonais, baixa ingesta de cálcio (nas mulheres após a menopausa) predispõe à esta lesão. Sabe-se que uma musculatura bem preparada ajuda na absorção do impacto, diminuindo a tensão no osso, assim como calçados com amortecedores ajudam de uma maneira similar. O terreno em que a pessoa corre ou caminha também influencia, pois terrenos muito duros transmitem um impacto maior nas estruturas osteomusculares.
O diagnóstico é feito pelo relato do paciente, que refere dor relativamente repentina que vai piorando com a atividade, melhorando com o repouso. Geralmente o quadro clínico instala-se entre 2 a 6 semanas.
Os Rx não costumam revelar a lesão, apenas em fases mais tardias, por isso os exames mais usados são a CINTILOGRAFIA e a RESSONÂNCIA MAGNÉTICA.
O tratamento mais importante é a prevenção, através do planejamento adequado da atividade, equipamento correto, sem carga excessiva,sem repetição exagerada,e com orientação correta.
Quando diagnosticada a fratura por estresse, o atleta-paciente é orientado a retirar a carga no membro afetado por 6 semanas, com ou sem imobilização dependendo da dor, através do uso de muletas. Após estas 6 semanas de repouso relativo, reavalia-se e uma vez assintomático inicia-se um planejamento para recondicioná-lo fisicamente para que possa retornar progressivamente à atividade física escolhida, corrigindo, é claro, as eventuais falhas na sua prática esportiva que possam ter causado a lesão. O retorno ao esporte inicia com 50% da carga, levando em torno de 12 semanas para atingir o nível máximo.
Raramente uma fratura por estresse necessita correção através de cirurgia.
A fadiga da estrutura óssea ocorre por uma sobrecarga causada por alguns fatores, sendo os mais vistos:
-início, mudança ou aumento de uma atividade física há pouco tempo;
-esta atividade é exagerada, ou repetida com muita frequencia;
É mais encontrada em atletas, sendo a tíbia (osso maior da perna) o osso mais acometido, seguido dos metatarsos (ossos do pé),e fíbula (osso menor da perna), além de outros menos frequentes. A taxa de fraturas por estresse gira em torno de 10% das fraturas em atletas.
Os esportes mais ligados às fraturas por estresse são corrida e vôlei, mas as atividades como caminhadas longas e frequentes também são causadoras destas lesões, tanto que a fratura por estresse é também conhecida como FRATURA DO MARCHADOR, uma vez que foi primeiro detectada em militares com dores persistentes nos pés já em 1855.
A falta de condicionamento físico, a má nutrição, deficiencias hormonais, baixa ingesta de cálcio (nas mulheres após a menopausa) predispõe à esta lesão. Sabe-se que uma musculatura bem preparada ajuda na absorção do impacto, diminuindo a tensão no osso, assim como calçados com amortecedores ajudam de uma maneira similar. O terreno em que a pessoa corre ou caminha também influencia, pois terrenos muito duros transmitem um impacto maior nas estruturas osteomusculares.
O diagnóstico é feito pelo relato do paciente, que refere dor relativamente repentina que vai piorando com a atividade, melhorando com o repouso. Geralmente o quadro clínico instala-se entre 2 a 6 semanas.
Os Rx não costumam revelar a lesão, apenas em fases mais tardias, por isso os exames mais usados são a CINTILOGRAFIA e a RESSONÂNCIA MAGNÉTICA.
O tratamento mais importante é a prevenção, através do planejamento adequado da atividade, equipamento correto, sem carga excessiva,sem repetição exagerada,e com orientação correta.
Quando diagnosticada a fratura por estresse, o atleta-paciente é orientado a retirar a carga no membro afetado por 6 semanas, com ou sem imobilização dependendo da dor, através do uso de muletas. Após estas 6 semanas de repouso relativo, reavalia-se e uma vez assintomático inicia-se um planejamento para recondicioná-lo fisicamente para que possa retornar progressivamente à atividade física escolhida, corrigindo, é claro, as eventuais falhas na sua prática esportiva que possam ter causado a lesão. O retorno ao esporte inicia com 50% da carga, levando em torno de 12 semanas para atingir o nível máximo.
Raramente uma fratura por estresse necessita correção através de cirurgia.
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
Bursite no Ombro
O ombro é uma fonte frequente de dor, especialmente relacionada a atividades de repetição, sobretudo hoje com o hábito de se usar o computador não só no trabalho, mas também nas horas de folga, navegando na internet.
A causa da dor pode ser devida à popular BURSITE, embora tecnicamente não seja a definição mais correta para a dor no ombro porque a bursite, que é uma inflamação na bursa (bolsa protetora contra o atrito) do ombro, é uma componente de um processo doloroso desta articulação, chamado de SÍNDROME DO IMPACTO.
A Síndrome do Impacto é o conjunto de sintomas no ombro caracterizado por dor à elevação do braço, dor que aumenta de intensidade à noite, mesmo em repouso, estalos e perda de força no braço pela dor, principalmente em atividades com a mão acima da altura do pescoço, ou com os braços sem apoio. Atividades como tricotar, costurar, pendurar roupas em varal alto e todas as atividades com os braços no ar desencadeiam a dor, explicada pela anatomia óssea, ligamentar e tendinosa do ombro.
O úmero (osso do braço) trabalha sob o acrômio (osso que dá o formato do ombro) e sob o acrômio fica uma bursa responsável pela proteção dos tendões que levantam o braço. Ao elevarmos o braço com a mão numa altura acima do nível do pescoço, pode haver compressão da bolsa entre o úmero e o acrômio, causando a bursite, bem como dos tendões elevadores do braço, podendo até lesá-los, causando tendinite, ruptura parcial ou total dos mesmos.
Os exames mais usados para avaliarmos um ombro doloroso são o Rx, a ecografia e, no caso de suspeitarmos de ruptura de tendões, a Ressonância Magnética.
O tratamento a princípio é com medicação, atenção às atividades com o braço elevado procurando evitá-las, apoiar o braço nas atividades manuais, baixar a corda do varal, associando-se a fisioterapia caso o alívio não venha, e até a cirurgia no caso de ruptura dos tendões.
A cirurgia pode ser indicada mesmo sem ruptura de tendões, nos casos de dor sem alívio e com o Rx revelando um espaço entre o úmero e o acrômio muito estreito, estando indicada a acromioplastia do ombro.
Um ortopedista saberá o momento certo de indicar este procedimento.
A causa da dor pode ser devida à popular BURSITE, embora tecnicamente não seja a definição mais correta para a dor no ombro porque a bursite, que é uma inflamação na bursa (bolsa protetora contra o atrito) do ombro, é uma componente de um processo doloroso desta articulação, chamado de SÍNDROME DO IMPACTO.
A Síndrome do Impacto é o conjunto de sintomas no ombro caracterizado por dor à elevação do braço, dor que aumenta de intensidade à noite, mesmo em repouso, estalos e perda de força no braço pela dor, principalmente em atividades com a mão acima da altura do pescoço, ou com os braços sem apoio. Atividades como tricotar, costurar, pendurar roupas em varal alto e todas as atividades com os braços no ar desencadeiam a dor, explicada pela anatomia óssea, ligamentar e tendinosa do ombro.
O úmero (osso do braço) trabalha sob o acrômio (osso que dá o formato do ombro) e sob o acrômio fica uma bursa responsável pela proteção dos tendões que levantam o braço. Ao elevarmos o braço com a mão numa altura acima do nível do pescoço, pode haver compressão da bolsa entre o úmero e o acrômio, causando a bursite, bem como dos tendões elevadores do braço, podendo até lesá-los, causando tendinite, ruptura parcial ou total dos mesmos.
Os exames mais usados para avaliarmos um ombro doloroso são o Rx, a ecografia e, no caso de suspeitarmos de ruptura de tendões, a Ressonância Magnética.
O tratamento a princípio é com medicação, atenção às atividades com o braço elevado procurando evitá-las, apoiar o braço nas atividades manuais, baixar a corda do varal, associando-se a fisioterapia caso o alívio não venha, e até a cirurgia no caso de ruptura dos tendões.
A cirurgia pode ser indicada mesmo sem ruptura de tendões, nos casos de dor sem alívio e com o Rx revelando um espaço entre o úmero e o acrômio muito estreito, estando indicada a acromioplastia do ombro.
Um ortopedista saberá o momento certo de indicar este procedimento.
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