O título pode parecer estranho, "dores ósseas", mas ocorre que no consultório atendo com muita frequência pessoas relatando sofrer de dores nos ossos, buscando uma medicação para aliviar estas dores. No entanto, osso não dói, pois não existem terminações nervosas na estrutura óssea. Quando fraturamos um osso, rompe-se uma membrana de revestimento do osso chamada de periósteo, rica em terminações nervosas, daí a dor. É claro que a dor também ocorre nas outras estruturas que cobrem o osso, como músculo e pele.
Quando uma pessoa relata dor no joelho, por exemplo, pode tratar-se de uma artrite (desgaste na cartilagem), uma sinovite (processo inflamatório na cápsula de revestimento da articulação), mas não é o osso que dói. Numa queixa de dor no ombro, pensamos primeiramente em tendinite, bursite, artrite, que são as causas mais comuns de dor nessa região.
E quando atendemos alguém com dor em toda a coluna achando que suas vértebras estão comprometidas e ao vermos a radiografia, o aspecto dos ossos está normal para a faixa etária desta pessoa, como é difícil explicar que a dor na coluna não é óssea. Ela ocorre mais nas articulações entre as vértebras, nos discos eventualmente com processo degenerativo, nos ligamentos que unem as vértebras, e mais comumente nos músculos. Os pacientes ficam com um ar de desconfiança quando digo que com as atividades diárias (varrer, limpar, levantar peso, como exemplos) sobrecarregamos principalmente a musculatura da coluna, que é muito exigida em atividades com postura incorreta.
Recebo muitas pessoas achando que suas dores podem ser decorrentes de osteoporose, e como explicado nos textos sobre osteoporose, aqui nesta página, esta não provoca sintomas, exceto em fraturas, e naqueles casos muito avançados, geralmente em pessoas de idade bastante avançada, em que ocorrem as "microfraturas" nas vértebras, causando uma deformidade na coluna.
Concluindo, quando você achar que está com problemas nos ossos, procure seu ortopedista que irá investigar e tratar o problema base, mas você poderá prevenir os problemas ortopédicos com 3 atitudes muito simples:
- Manter seu peso adequado à sua altura;
- Ter cuidados com sua postura;
- Praticar exercícios físicos regularmente.
Em caso de dúvida, comente para que eu possa esclarecê-las.
quarta-feira, 22 de julho de 2009
segunda-feira, 8 de junho de 2009
Traumatologia e Esporte - Lesões Musculares
As lesões musculares são bastante comuns a quem pratica esportes, mesmo aqueles menos vigorosos. Geralmente ocorrem no início (músculos não aquecidos) ou no fim do treino ou jogo. Devemos sempre fazer aquecimento antes do treino, alongando as fibras musculares. Ao final da atividade física, o alongamento também é importante.
Podemos dividi-las em lesões de pequeno porte ou grau 1, lesões moderadas, grau 2, até as lesões mais importantes, ou grau 3, que são as lacerações musculares.
Nas lesões de grau 1 temos mais comumente as contusões, decorrentes de trauma direto, em que o músculo é atingido por uma pancada, em que a pessoa fica com o membro afetado inchado, com dor ao movimento. As lesões intermediárias, de grau 2, são estiramentos em que a fibra muscular é distendida no seu limite máximo, causando hematoma no interior do músculo, além do edema e da dor. E nas lesões de maior dano ao músculo, chamadas de grau 3, temos a ruptura da fibra muscular, com o aparecimento de grande hematoma no membro acometido, ficando com coloração roxa, chegando ao ponto de, ao cicatrizar a lesão, notarmos uma falha na superfície do membro afetado, sendo estas lesões muitas vezes de tratamento cirúrgico.
Devemos sempre aplicar gelo no local, em torno de 30 minutos a cada 2 horas, nas primeiras horas, mantendo com menor frequencia nas primeiras 24 a 48 horas, com o objetivo de aliviar a dor e impedir um edema (inchaço) muito grande, que pode dificultar o movimento e a circulação da parte afetada. Após o período de 24 a 48 horas, pode-se aplicar calor local, colaborando para o relaxamento muscular e para a reabsorção do edema e de algum hematoma que porventura tenha se estabelecido. O repouso e a imobilização da parte afetada são importantes somente no início. O uso de analgésicos, anti-inflamatórios na fase inicial, e da elevação do membro afetado são também de grande valia. Associa-se, alguns dias depois da diminuição dos sintomas, o retorno gradativo ao movimento, evitando atrofia e retração muscular. Ligas de neoprene dão conforto facilitando o retorno da mobilidade com menor desconforto, podendo ser usadas se toleradas pelo esportista.
Normalmente as contusões recuperam bem, em 7 a 10 dias a pessoa já pode retornar ao esporte. Os estiramentos já demoram de 14 a 21 dias para a cicatrização, mas a recuperação completa leva em torno de 6 semanas. Quanto às rupturas musculares, mesmo que não precisem operar, necessitam de mais cuidado, podendo necessitar de fisioterapia para auxiliar na readaptação das fibras musculares à atividade física.
O retorno ao esporte deve ser gradativo, sem forçar a musculatura, aumentando o treinamento aos poucos, se não surgir dor ao alongar ou aquecer.
Podemos dividi-las em lesões de pequeno porte ou grau 1, lesões moderadas, grau 2, até as lesões mais importantes, ou grau 3, que são as lacerações musculares.
Nas lesões de grau 1 temos mais comumente as contusões, decorrentes de trauma direto, em que o músculo é atingido por uma pancada, em que a pessoa fica com o membro afetado inchado, com dor ao movimento. As lesões intermediárias, de grau 2, são estiramentos em que a fibra muscular é distendida no seu limite máximo, causando hematoma no interior do músculo, além do edema e da dor. E nas lesões de maior dano ao músculo, chamadas de grau 3, temos a ruptura da fibra muscular, com o aparecimento de grande hematoma no membro acometido, ficando com coloração roxa, chegando ao ponto de, ao cicatrizar a lesão, notarmos uma falha na superfície do membro afetado, sendo estas lesões muitas vezes de tratamento cirúrgico.
Devemos sempre aplicar gelo no local, em torno de 30 minutos a cada 2 horas, nas primeiras horas, mantendo com menor frequencia nas primeiras 24 a 48 horas, com o objetivo de aliviar a dor e impedir um edema (inchaço) muito grande, que pode dificultar o movimento e a circulação da parte afetada. Após o período de 24 a 48 horas, pode-se aplicar calor local, colaborando para o relaxamento muscular e para a reabsorção do edema e de algum hematoma que porventura tenha se estabelecido. O repouso e a imobilização da parte afetada são importantes somente no início. O uso de analgésicos, anti-inflamatórios na fase inicial, e da elevação do membro afetado são também de grande valia. Associa-se, alguns dias depois da diminuição dos sintomas, o retorno gradativo ao movimento, evitando atrofia e retração muscular. Ligas de neoprene dão conforto facilitando o retorno da mobilidade com menor desconforto, podendo ser usadas se toleradas pelo esportista.
Normalmente as contusões recuperam bem, em 7 a 10 dias a pessoa já pode retornar ao esporte. Os estiramentos já demoram de 14 a 21 dias para a cicatrização, mas a recuperação completa leva em torno de 6 semanas. Quanto às rupturas musculares, mesmo que não precisem operar, necessitam de mais cuidado, podendo necessitar de fisioterapia para auxiliar na readaptação das fibras musculares à atividade física.
O retorno ao esporte deve ser gradativo, sem forçar a musculatura, aumentando o treinamento aos poucos, se não surgir dor ao alongar ou aquecer.
segunda-feira, 4 de maio de 2009
Osteoporose 3
Já relatei nas postagens anteriores que o primeiro sintoma da osteoporose é, na maioria das vezes, uma fratura por trauma leve. As fraturas mais frequentes nas pessoas com osteoporose são as da coluna vertebral, do quadril (as fraturas do colo do femur e transtrocanterianas) e do punho. Menos frequentes, mas vistas rotineiramente no consultório são as do tornozelo, muitas vezes por entorses leves.
Ao contrário do que se pensa, a pessoa com osteoporose consolida a fratura normalmente, apenas a qualidade do calo ósseo final é que mantém o padrão da massa óssea inicial, isto é, com menor densidade. Isso significa que uma fratura de punho, por exemplo, leva o mesmo tempo para consolidar em um adulto com osteoporose.
Sempre que atendemos alguém com fratura e com perfil característico de baixa massa óssea, devemos recomendar a suplementação do cálcio, seja na dieta ou acrescentando medicamentos com cálcio e vitamina D. Dependendo do resultado da densitometria óssea, podemos acrescentar um medicamento que aumenta a massa óssea, do grupo dos bifosfonados, em que o mais usado é o alendronato. Pessoas com problemas gastrointestinais devem evitá-lo, pelo risco de lesão da mucosa gástrica, podendo provocar úlceras.
Ao contrário do que se pensa, a pessoa com osteoporose consolida a fratura normalmente, apenas a qualidade do calo ósseo final é que mantém o padrão da massa óssea inicial, isto é, com menor densidade. Isso significa que uma fratura de punho, por exemplo, leva o mesmo tempo para consolidar em um adulto com osteoporose.
Sempre que atendemos alguém com fratura e com perfil característico de baixa massa óssea, devemos recomendar a suplementação do cálcio, seja na dieta ou acrescentando medicamentos com cálcio e vitamina D. Dependendo do resultado da densitometria óssea, podemos acrescentar um medicamento que aumenta a massa óssea, do grupo dos bifosfonados, em que o mais usado é o alendronato. Pessoas com problemas gastrointestinais devem evitá-lo, pelo risco de lesão da mucosa gástrica, podendo provocar úlceras.
sexta-feira, 24 de abril de 2009
Osteoporose 2
Na primeira postagem fiz um apanhado geral da osteoporose. Acrescentarei ainda nas postagens deste mês mais algumas informações sobre o assunto, desta maneira creio que fica menos cansativo para quem acessa essa página.
Existem pessoas com mais chances de desenvolver a osteoporose, e os fatores de risco mais comuns vistos no consultório são:
-mulheres de raça branca;
-abuso de bebidas com álcool;
-fumantes;
-pessoas sedentárias, sem nenhuma atividade física;
-pouca ingestão de cálcio na dieta;
-dieta com ingesta excessiva de fibras;
-pessoas que usam corticóide (medicamento hormonal usado para reumatismo, asma, por exemplo) por muito tempo;
-uso de medicamentos para convulsão, antiácidos, heparina (medicamento usado para pessoas com risco de trombose, é um anticoagulante);
-pessoas com problemas na tireóide, com diabetes, com doenças das glândulas paratireóides ( estas glândulas ficam atrás da tireóide, geralmente 4 a 8 glândulas, que produzem um hormônio, o PTH, que altera a massa óssea).
A menopausa cirúrgica, precoce, devido a cirurgia de retirada de útero, ovários, também é uma causa frequente de osteoporose.
As pessoas que apresentam estes fatores de risco já devem ser investigadas pelo ortopedista, que provavelmente solicitará a Densitometria Óssea.
Existem pessoas com mais chances de desenvolver a osteoporose, e os fatores de risco mais comuns vistos no consultório são:
-mulheres de raça branca;
-abuso de bebidas com álcool;
-fumantes;
-pessoas sedentárias, sem nenhuma atividade física;
-pouca ingestão de cálcio na dieta;
-dieta com ingesta excessiva de fibras;
-pessoas que usam corticóide (medicamento hormonal usado para reumatismo, asma, por exemplo) por muito tempo;
-uso de medicamentos para convulsão, antiácidos, heparina (medicamento usado para pessoas com risco de trombose, é um anticoagulante);
-pessoas com problemas na tireóide, com diabetes, com doenças das glândulas paratireóides ( estas glândulas ficam atrás da tireóide, geralmente 4 a 8 glândulas, que produzem um hormônio, o PTH, que altera a massa óssea).
A menopausa cirúrgica, precoce, devido a cirurgia de retirada de útero, ovários, também é uma causa frequente de osteoporose.
As pessoas que apresentam estes fatores de risco já devem ser investigadas pelo ortopedista, que provavelmente solicitará a Densitometria Óssea.
quinta-feira, 23 de abril de 2009
Osteoporose
A osteoporose é uma doença caracterizada pela perda da massa óssea, com maior facilidade para a ocorrência de fraturas. A causa mais comum é a perda do cálcio, que dá a dureza ao osso, ocorrendo mais nas mulheres após a menopausa.
O sintoma mais presente é a fratura por uma queda ou trauma leve, quando descobre-se a presença do problema. Normalmente a osteoporose não causa dor, exceto nas fraturas e nos casos em que há dor na coluna devido a microfraturas causadas pela excessiva perda de cálcio nesse local, quando a pessoa, geralmente de idade mais avançada, procura o ortopedista queixando-se de dor no "meio das costas".
A mulher após a menopausa deve realizar o exame de DENSITOMETRIA ÓSSEA, para identificar o início do problema e assim providenciar o tratamento ou prevenção com seu ortopedista.
O tratamento visa reforçar a massa óssea com a suplementação de cálcio, vitamina D e as vezes com o uso de substâncias que reforçam a massa óssea ajudando na absorção do cálcio.
A prevenção, muito importante, é feita pela pessoa e familiares, abolindo em sua residência o uso de tapetes, chão escorregadio, calçados sem aderência, usando barras para apoio no box do banheiro, praticando exercício (pelo menos caminhada) e tomar sol pela manhã ou a tardinha.
O sintoma mais presente é a fratura por uma queda ou trauma leve, quando descobre-se a presença do problema. Normalmente a osteoporose não causa dor, exceto nas fraturas e nos casos em que há dor na coluna devido a microfraturas causadas pela excessiva perda de cálcio nesse local, quando a pessoa, geralmente de idade mais avançada, procura o ortopedista queixando-se de dor no "meio das costas".
A mulher após a menopausa deve realizar o exame de DENSITOMETRIA ÓSSEA, para identificar o início do problema e assim providenciar o tratamento ou prevenção com seu ortopedista.
O tratamento visa reforçar a massa óssea com a suplementação de cálcio, vitamina D e as vezes com o uso de substâncias que reforçam a massa óssea ajudando na absorção do cálcio.
A prevenção, muito importante, é feita pela pessoa e familiares, abolindo em sua residência o uso de tapetes, chão escorregadio, calçados sem aderência, usando barras para apoio no box do banheiro, praticando exercício (pelo menos caminhada) e tomar sol pela manhã ou a tardinha.
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