segunda-feira, 31 de agosto de 2020

Tonturas x coluna cervical

 Tonturas podem estar relacionadas à problemas na coluna cervical, como artrose, discopatia degenerativa, contraturas musculares decorrentes da má postura, etc.

Pode haver compressão das artérias vertebrais, diminuindo o fluxo às áreas responsáveis pelo equilíbrio, causando sensação de vertigem ou tonturas rápidas. A pessoa ao sentir - se tonta, fica nervosa, apreensiva, alimentando seu sistema nervoso podendo causar ainda palpitação, mais contratura cervical e dor. 

A dica é corrigir a postura cervical (cuidado com uso de computador, celular), aplicar calor local para relaxar a musculatura, consultar com seu médico de confiança e lembrar que tonturas nem sempre estão associadas a doenças do “labirinto”.

quinta-feira, 20 de agosto de 2020

Lombalgia

 Lombalgia é uma dor na região lombar baixa relacionada a esforço, períodos prolongados em uma mesma posição ou distúrbios específicos na região lombar. Pode ser bem limitante, necessitando por vezes avaliação médica especializada. A maioria das vezes a dor é de origem miofascial, aliviando em poucos dias. Porém a persistência dos sintomas deve ser avaliada. Rx, Tomografia e até Ressonanacia Magnética podem ser utilizadas, mas nunca antes de um bom exame do paciente pelo ortopedista. Há medicações específicas para cada caso, mas recomendo sempre calor local, posicionar-se com as pernas na posição “encolhida” o suficiente para dar uma sensação de conforto na região lombar, e consulte se não melhorar em 1 a 2 dias.

terça-feira, 18 de setembro de 2018

Tipos de Imobilização em Traumatologia: Tala

TALAS GESSADAS
São imobilizações com gesso sem envolver toda a circunferência do local, complementada e ajustada com ataduras. Usada nas primeiras semanas de fraturas pois caso o local traumatizado apresente inchaço, não haverá compressão nem distúrbio da circulação. Pode ser usada como imobilização em fraturas, tendinites, entorses, lesões ligamentares.
Como é confeccionada com gesso, não pode ser forçada, molhada nem sofrer carga excessiva pois irá quebrar perdendo sua eficácia, uma vez que um dos objetivos da imobilização é o alívio da dor após um trauma ou processo inflamatório. Deve ser reajustada ao afrouxar, o que é comum de ocorrer à medida que o local afetado vai desinchando.

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Tipos de Tratamento de Fraturas

Existem varios métodos para tratar uma fratura e a escolha entre eles depende do tipo de fratura, do local da fratura, da gravidade da fratura, se é fechada ou com exposição óssea, das lesões associadas, da experiência do profissional, até mesmo dos recursos locais.
Os métodos são, desde simples imobilização provisória, imobilização gessada, uso de imobilizadores especiais, até redução e imobilização, redução incruenta, redução cruenta com fixação, fixação interna, fixação externa.
Em uma mesma fratura, mais de um método dos citados acima podem ser corretos, e o profissional em acordo com o paciente, escolherá o mais adequado para o momento.
Falarei de todas elas mais adiante.

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Fraturas Expostas

Até mesmo por desconhecimento, muitas pessoas chamam uma fratura com muita deformidade, mas sem nenhuma ferida associada, de fratura exposta. Mas na realidade, FRATURA EXPOSTA é aquela em que o osso ao quebrar entra em contato com o meio externo, perfurando a pele ou através de um ferimento que aprofundou-se até chegar ao osso fraturado.
Existem classificações conforme a gravidade, todas levando mais em consideração a gravidade da ferida, pois o que mais importa em uma fratura é o envoltório do osso, que quanto mais íntegro estiver, maior a chance de recuperação.
Lesões de músculos, vasos, nervos, sujeira na ferida, são fatores que dificultam a cicatrização do osso e do membro envolvido.
Mesmo as fraturas com um ferimento muito pequeno exigem atendimento adequado por profissional especializado, as feridas devem ser limpas, as fraturas alinhadas e imobilizadas, devem ser tratadas com antibióticos, profilaxia do tétano, além da analgesia.
A complicação mais comum das fraturas expostas é a infecção.

domingo, 3 de setembro de 2017

Doença de Kiemböck

A doença de Kiemböck ou necrose avascular do semilunar é uma alteração em um osso do punho chamado de semilunar, cuja causa ainda é desconhecida e que ocorre mais entre os 20 e 40 anos de idade.
Pode ter relação com atividades repetitivas, impacto ou trauma e até mesmo com alterações anatômicas no punho.
A importância do ortopedista conhecer essa alteração está no fato de que muitas pessoas em tratamento para "tendinites" no punho podem na verdade estar com doença de Kiemböck, e quando diagnosticada cedo pode evitar alterações graves.
O osso semilunar sofre uma alteração vascular causando necrose óssea e consequente deformidade levando até mesmo à artrose (desgaste) grave no punho.
O tratamento inicial é conservador (imobilização, observação) mas quase sempre necessita intervenção cirúrgica, sendo que a mais utilizada é a osteotomia de encurtamento do rádio corrigindo a discrepância de comprimento entre o rádio e a ulna.
Então, atenção na dor no punho que não melhora: Vá ao seu ortopedista !

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Síndrome do Túnel do Carpo

A Síndrome do Túnel do Carpo é uma compressão que ocorre no nervo mediano ao nível do punho. O nervo mediano é responsável pelo estímulo motor e pela sensibilidade de parte mão, e quando comprimido pode causar vários sintomas, dentre os mais comuns estão a sensação de formigamento na mão e dedos (principalmente polegar, indicador e médio), perda de força, deixar cair objetos facilmente e até mesmo dor. A dor e a alteração sensitiva (formigamento, adormecimento) ocorrem mais à noite ou na madrugada.
As mulheres são mais afetadas, havendo também a influência de doenças endócrinas, hormonais, reumáticas, gestação e repetitivas.
O diagnóstico é clínico, confirmado por eletroneuromiografia.
Quando leve, a fisioterapia e o uso de imobilizações noturnas podem aliviar, porém moderada a grave o tratamento é cirúrgico através da liberação do nervo mediano (aberta ou artroscópica).
O prognóstico é bom, com pouca taxa de complicações.