Lombalgia é uma dor na região lombar baixa relacionada a esforço, períodos prolongados em uma mesma posição ou distúrbios específicos na região lombar. Pode ser bem limitante, necessitando por vezes avaliação médica especializada. A maioria das vezes a dor é de origem miofascial, aliviando em poucos dias. Porém a persistência dos sintomas deve ser avaliada. Rx, Tomografia e até Ressonanacia Magnética podem ser utilizadas, mas nunca antes de um bom exame do paciente pelo ortopedista. Há medicações específicas para cada caso, mas recomendo sempre calor local, posicionar-se com as pernas na posição “encolhida” o suficiente para dar uma sensação de conforto na região lombar, e consulte se não melhorar em 1 a 2 dias.
quinta-feira, 20 de agosto de 2020
terça-feira, 18 de setembro de 2018
Tipos de Imobilização em Traumatologia: Tala
TALAS GESSADAS
São imobilizações com gesso sem envolver toda a circunferência do local, complementada e ajustada com ataduras. Usada nas primeiras semanas de fraturas pois caso o local traumatizado apresente inchaço, não haverá compressão nem distúrbio da circulação. Pode ser usada como imobilização em fraturas, tendinites, entorses, lesões ligamentares.
Como é confeccionada com gesso, não pode ser forçada, molhada nem sofrer carga excessiva pois irá quebrar perdendo sua eficácia, uma vez que um dos objetivos da imobilização é o alívio da dor após um trauma ou processo inflamatório. Deve ser reajustada ao afrouxar, o que é comum de ocorrer à medida que o local afetado vai desinchando.
São imobilizações com gesso sem envolver toda a circunferência do local, complementada e ajustada com ataduras. Usada nas primeiras semanas de fraturas pois caso o local traumatizado apresente inchaço, não haverá compressão nem distúrbio da circulação. Pode ser usada como imobilização em fraturas, tendinites, entorses, lesões ligamentares.
Como é confeccionada com gesso, não pode ser forçada, molhada nem sofrer carga excessiva pois irá quebrar perdendo sua eficácia, uma vez que um dos objetivos da imobilização é o alívio da dor após um trauma ou processo inflamatório. Deve ser reajustada ao afrouxar, o que é comum de ocorrer à medida que o local afetado vai desinchando.
segunda-feira, 20 de agosto de 2018
Tipos de Tratamento de Fraturas
Existem varios métodos para tratar uma fratura e a escolha entre eles depende do tipo de fratura, do local da fratura, da gravidade da fratura, se é fechada ou com exposição óssea, das lesões associadas, da experiência do profissional, até mesmo dos recursos locais.
Os métodos são, desde simples imobilização provisória, imobilização gessada, uso de imobilizadores especiais, até redução e imobilização, redução incruenta, redução cruenta com fixação, fixação interna, fixação externa.
Em uma mesma fratura, mais de um método dos citados acima podem ser corretos, e o profissional em acordo com o paciente, escolherá o mais adequado para o momento.
Falarei de todas elas mais adiante.
Os métodos são, desde simples imobilização provisória, imobilização gessada, uso de imobilizadores especiais, até redução e imobilização, redução incruenta, redução cruenta com fixação, fixação interna, fixação externa.
Em uma mesma fratura, mais de um método dos citados acima podem ser corretos, e o profissional em acordo com o paciente, escolherá o mais adequado para o momento.
Falarei de todas elas mais adiante.
segunda-feira, 2 de outubro de 2017
Fraturas Expostas
Até mesmo por desconhecimento, muitas pessoas chamam uma fratura com muita deformidade, mas sem nenhuma ferida associada, de fratura exposta. Mas na realidade, FRATURA EXPOSTA é aquela em que o osso ao quebrar entra em contato com o meio externo, perfurando a pele ou através de um ferimento que aprofundou-se até chegar ao osso fraturado.
Existem classificações conforme a gravidade, todas levando mais em consideração a gravidade da ferida, pois o que mais importa em uma fratura é o envoltório do osso, que quanto mais íntegro estiver, maior a chance de recuperação.
Lesões de músculos, vasos, nervos, sujeira na ferida, são fatores que dificultam a cicatrização do osso e do membro envolvido.
Mesmo as fraturas com um ferimento muito pequeno exigem atendimento adequado por profissional especializado, as feridas devem ser limpas, as fraturas alinhadas e imobilizadas, devem ser tratadas com antibióticos, profilaxia do tétano, além da analgesia.
A complicação mais comum das fraturas expostas é a infecção.
Existem classificações conforme a gravidade, todas levando mais em consideração a gravidade da ferida, pois o que mais importa em uma fratura é o envoltório do osso, que quanto mais íntegro estiver, maior a chance de recuperação.
Lesões de músculos, vasos, nervos, sujeira na ferida, são fatores que dificultam a cicatrização do osso e do membro envolvido.
Mesmo as fraturas com um ferimento muito pequeno exigem atendimento adequado por profissional especializado, as feridas devem ser limpas, as fraturas alinhadas e imobilizadas, devem ser tratadas com antibióticos, profilaxia do tétano, além da analgesia.
A complicação mais comum das fraturas expostas é a infecção.
domingo, 3 de setembro de 2017
Doença de Kiemböck
A doença de Kiemböck ou necrose avascular do semilunar é uma alteração em um osso do punho chamado de semilunar, cuja causa ainda é desconhecida e que ocorre mais entre os 20 e 40 anos de idade.
Pode ter relação com atividades repetitivas, impacto ou trauma e até mesmo com alterações anatômicas no punho.
A importância do ortopedista conhecer essa alteração está no fato de que muitas pessoas em tratamento para "tendinites" no punho podem na verdade estar com doença de Kiemböck, e quando diagnosticada cedo pode evitar alterações graves.
O osso semilunar sofre uma alteração vascular causando necrose óssea e consequente deformidade levando até mesmo à artrose (desgaste) grave no punho.
O tratamento inicial é conservador (imobilização, observação) mas quase sempre necessita intervenção cirúrgica, sendo que a mais utilizada é a osteotomia de encurtamento do rádio corrigindo a discrepância de comprimento entre o rádio e a ulna.
Então, atenção na dor no punho que não melhora: Vá ao seu ortopedista !
Pode ter relação com atividades repetitivas, impacto ou trauma e até mesmo com alterações anatômicas no punho.
A importância do ortopedista conhecer essa alteração está no fato de que muitas pessoas em tratamento para "tendinites" no punho podem na verdade estar com doença de Kiemböck, e quando diagnosticada cedo pode evitar alterações graves.
O osso semilunar sofre uma alteração vascular causando necrose óssea e consequente deformidade levando até mesmo à artrose (desgaste) grave no punho.
O tratamento inicial é conservador (imobilização, observação) mas quase sempre necessita intervenção cirúrgica, sendo que a mais utilizada é a osteotomia de encurtamento do rádio corrigindo a discrepância de comprimento entre o rádio e a ulna.
Então, atenção na dor no punho que não melhora: Vá ao seu ortopedista !
terça-feira, 1 de agosto de 2017
Síndrome do Túnel do Carpo
A Síndrome do Túnel do Carpo é uma compressão que ocorre no nervo mediano ao nível do punho. O nervo mediano é responsável pelo estímulo motor e pela sensibilidade de parte mão, e quando comprimido pode causar vários sintomas, dentre os mais comuns estão a sensação de formigamento na mão e dedos (principalmente polegar, indicador e médio), perda de força, deixar cair objetos facilmente e até mesmo dor. A dor e a alteração sensitiva (formigamento, adormecimento) ocorrem mais à noite ou na madrugada.
As mulheres são mais afetadas, havendo também a influência de doenças endócrinas, hormonais, reumáticas, gestação e repetitivas.
O diagnóstico é clínico, confirmado por eletroneuromiografia.
Quando leve, a fisioterapia e o uso de imobilizações noturnas podem aliviar, porém moderada a grave o tratamento é cirúrgico através da liberação do nervo mediano (aberta ou artroscópica).
O prognóstico é bom, com pouca taxa de complicações.
As mulheres são mais afetadas, havendo também a influência de doenças endócrinas, hormonais, reumáticas, gestação e repetitivas.
O diagnóstico é clínico, confirmado por eletroneuromiografia.
Quando leve, a fisioterapia e o uso de imobilizações noturnas podem aliviar, porém moderada a grave o tratamento é cirúrgico através da liberação do nervo mediano (aberta ou artroscópica).
O prognóstico é bom, com pouca taxa de complicações.
segunda-feira, 3 de julho de 2017
Pé Plano Infantil
O PÉ PLANO (ou pé chato) na infância é um problema bastante frequente no consultório porque é notado por pais e familiares assim que a criança adota a postura ereta.
Como aqui o objetivo não é fornecer diagnóstico e tampouco conduta ortopédica, e sim auxiliar no esclarecimento das pessoas, o que recomendo é que se os pais tiverem dúvida, consultem com seu ortopedista. No entanto, aqui vão alguns esclarecimentos:
O pé da criança pode não ter o arco longitudinal medial (aquela curvinha sob o pé) bem desenvolvido até os 2 anos e meio a 3 anos, mas se após esta idade continuar não aparecendo é bom avaliar.
O teste mais realizado é pedir que a criança fique na ponta dos pés, e se nesta posição a curva sob o pé surgir, provavelmente trata-se de um PÉ PLANO FLEXÍVEL, isto é, o pé fica chato em repouso, mas a anatomia óssea, ligamentar e muscular está normal porém ainda não bem madura.
Do contrário, deve-se descartar o pé plano RÍGIDO, geralmente causado por fusões congênitas entre os ossos do pé.
O uso de palmilhas é muito discutido, sendo receitado para pés planos flexíveis para conforto ou para manter o arco modelado no crescimento. Mas o pé geralmente melhora de aspecto com o tempo, exceto o rígido, que poderá necessitar cirurgia no futuro para desfazer a fusão entre os ossos, chamado "barra óssea".
Óbvio que estas explicações são didáticas, não técnicas, objetivo deste blog.
Como aqui o objetivo não é fornecer diagnóstico e tampouco conduta ortopédica, e sim auxiliar no esclarecimento das pessoas, o que recomendo é que se os pais tiverem dúvida, consultem com seu ortopedista. No entanto, aqui vão alguns esclarecimentos:
O pé da criança pode não ter o arco longitudinal medial (aquela curvinha sob o pé) bem desenvolvido até os 2 anos e meio a 3 anos, mas se após esta idade continuar não aparecendo é bom avaliar.
O teste mais realizado é pedir que a criança fique na ponta dos pés, e se nesta posição a curva sob o pé surgir, provavelmente trata-se de um PÉ PLANO FLEXÍVEL, isto é, o pé fica chato em repouso, mas a anatomia óssea, ligamentar e muscular está normal porém ainda não bem madura.
Do contrário, deve-se descartar o pé plano RÍGIDO, geralmente causado por fusões congênitas entre os ossos do pé.
O uso de palmilhas é muito discutido, sendo receitado para pés planos flexíveis para conforto ou para manter o arco modelado no crescimento. Mas o pé geralmente melhora de aspecto com o tempo, exceto o rígido, que poderá necessitar cirurgia no futuro para desfazer a fusão entre os ossos, chamado "barra óssea".
Óbvio que estas explicações são didáticas, não técnicas, objetivo deste blog.
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